Archive for the ‘Coisas da Vida’ Category

Feliz Ano Velho!

Sunday, January 2nd, 2011

2010 passou como um cometa, como eu queria. Outro dia, parei para pensar e percebi que o ano passado foi tão diferente para mim, que fiquei meio perdida no tempo. Quando maridon arrumou as malas e embarcou para a Coreia; parei de olhar no calendário e ignorei as horas. Os meses passaram, dezembro chegou, ele voltou para passar férias comigo e, em um piscar de olhos, as férias dele estão acabando e terei que encarar mais 4 meses de “solidão”.

O ano passado, para mim, começou em Maio… e do mesmo modo, o ano novo, só terá cara de novo, ar de novo e cheiro de novo, em Maio, quando ele voltar para ficar e tudo voltar ao normal.

Eu sei parece estranho para algumas pessoas; é estranho, mas para mim… é real, embora seja uma realidade bastante abstrata, no esforço de evitar o sofrimento.

Feliz 2011. Feliz Ano Velho.

Luzes de Natal :)

Saturday, January 1st, 2011

O Swan Lake-Iris Gardens fica a cerca de 5 minutos da minha casa. É lindo na Primavera e inesquecível no Natal. Este ano, maridon e eu resolvemos gravar um videozinho para mostrar aos amigos. Então…

Tudo ao mesmo tempo… agora

Thursday, November 18th, 2010

Durante este tempo de silêncio, o Jardim ficou parado, mas a vida continuou (opa… e não deveria ter sido diferente). Neste meio tempo, parei de trabalhar (comentei sobre isto por aqui), meu marido foi morar na Coreia do Sul por um ano (também comentei sobre isto por aqui) e eu voltei a não fazer nada; e a fazer muitos planos…

Quero voltar a estudar, mas estou cheia de dúvidas e incertezas. Não sei se enfio a cara em uma carreira completamente nova, que sempre me interessou muito; ou se volto para a Educação, o que sempre me fez muito feliz, mas hoje, me assusta bastante. Felizmente, grana não é problema. Antes de deixar a Casa Branca, o ex-presidente George W. Bush assinou uma lei, que talvez tenha sido a única coisa boa que ele tenha feito enquanto presidente. Os militares ativos que possuem o benefício da “GI Bill” (educação paga pelo governo, para resumir o “romance”) podem transferir seus benefícios para a esposa (ou esposo) ou para os filhos. Enfim, maridon transferiu os benefícios dele para mim e tenho 3 anos de ensino superior garantidos. Já arrumei minha papelada toda e, agora, preciso somente escolher o que quero fazer e mergulhar nos livros… Entretanto, não sei se escolho uma nova carreira, em Psicologia ou, como já disse antes, volto para a Educação.

Além de escolher um segundo curso universitário, também quero ser mãe; e aí a coisa complica mais um pouquinho. Se eu voltar para a Educação, precisarei estudar bastante, mas estarei navegando em águas tranquilas e familiares; mas se escolher entender melhor o comportamento humano, terei que estudar muito… e este “muito” será muitíssimo. Então, paro para pensar e surgem as perguntas: será que eu consigo encarar um segundo curso universitário e uma gravidez ao mesmo tempo? E depois, quando o baby chegar? Ser estudante e ser mãe de primeira viagem ao mesmo tempo? Consigo? E “mais depois ainda”… consigo estudar, ser mãe e trabalhar ao mesmo tempo? Porque se o meu caminho for a “Terapia”, 3 anos de estudo não serão suficientes.

Só tenho certeza de uma coisa: “Penso, logo existo.”; além disso, não sei de nada… E neste pensar, o tempo passa e eu continuo não fazendo nada. Agora alguém me responde: quando é que deixei de ser prática e comecei a pensar demais? O problema não é o pensar, o problema é o relógio. O tempo que eu tento ignorar, mas corre pelas minha veias como sangue.

E aí…? O que eu faço? Compro uma bicicleta?

P.S: Eu estava lá! O primeiro de muitos shows na minha vida. 🙂

Tempo

Tuesday, July 13th, 2010

Hello World! 

Depois de passar tanto tempo longe do blog, parece até que este é o primeiro post do Jardim. Pensei até em passar a régua neste meu cantinho virtual, mas não consegui.  Depois de quase 8 anos, o Jardim é meio que um álbum de fotografias antigo, que pode ser atualizado por um digital, com as fotos todas escaneadas e corrigidas, mas apesar da idade e das fotos amareladas, continua ali, registrando as memórias e o tempo.  Então, apesar das teias de aranha e traças; o Jardim continua aqui. E eu, também.  Continuo aqui.  Amiga do tempo, inimiga da falta do que fazer.

Nestes 2 últimos meses, desde que o maridon mudou para a Coreia do Sul por um período de um ano, ando assim, meio que desligada do tempo, deixando o meu “amigo” passar como se o relógio e o calendário não existissem.  Passo o dia passeando e conversando com minhas amigas, cuidando da casa e de papo fiado com os meus filhos de estimação.  Falo com o maridon ao telefone todos os dias.  Quando ele diz “bom dia”,  eu “boa noite”. E quando a lua dá as caras do outro lado do planeta, o sol aparece por aqui.

Alguns dias são curtos, outros compridos, mas os ponteiros do relógio não me assustam; e ao invés de contar os dias, eu deixo o tempo passar e sem me preocupar com nada, deixo a vida me levar.

Inverno, o começo do fim

Tuesday, February 16th, 2010

O mês de fevereiro me enlouquece.  Não aguento mais: o frio, as janelas trancadas, as jaquetas pesadas, os dias nublados, os dias de sol “falsificados”, as árvores nuas, a grama sem vida, o silêncio, a hibernação…  Os primeiros sinais da Primavera começam a aparecer, mas o final do Inverno é infinito.  Oh tortura…

Será

Wednesday, January 6th, 2010

O ano passado, por um motivo qualquer, passou e eu fiquei.  Fiquei em 2009, olhando o tempo passar, sem acreditar na correria.  Talvez, porque 2009 tenha sido super diferente.  Arrumei um trabalho fora de casa (depois de 8 anos), re-encontrei uma parte da minha personalidade que eu havia abandonado em algum lugar do passado, conheci novas pessoas de diferentes classes sociais e backgrounds (e me apaixonei por todas elas e suas histórias), tive vontade de sair correndo sem direção, fiquei doente de repente, tive medo de perder a minha saúde, tive medo de perder a minha mãe (que em exames de rotina, descobriu que estava doente e precisava se tratar com urgência), tive medo de enfrentar um ano inteiro sozinha (e por isso mesmo, fiquei olhando o tempo passar, sem poder segurar o relógio), fiz novos amigos e re-encontrei a minha fé.

Não fiz planos para 2010. Bom… mentira, fiz planos.  Quero ser feliz, sempre.  Quero voltar a estudar e encontrar uma carreira que eu ame.  Quero cuidar melhor da minha saúde (sem frescura).  Quero ver e rever as pessoas.  Quero viver, sem medo de ser feliz e sem pisar em ovos, sem olhar para os lados, sem fechar as janelas, sem medo do futuro.  Simplesmente viver o Presente da melhor maneira possível.

Em 2010, quero que o tempo corra… de patins, skate, bicicleta, carro, jatinho…  Para eu poder ter o meu amor ao meu lado todos os dias, para este ano de “distância” passar, para eu poder viajar ao Brasil e curtir a minha família e meus amigos, para eu poder olhar o calendário e ter orgulho de ter vencido mais uma batalha, para eu poder, finalmente, ser mãe.

Então, que 2010 seja o que tem que ser, porque tem que ser e porque será… sem medo, sem tristeza, sem derrota e sem ansiedade.  Cheio de VIDA!

Almost “Breaking News”

Monday, December 7th, 2009

A novela acabou.  Sexta-feira passada, depois de pensar e repensar, entreguei ao Wal-mart a minha two-weeks notice (aviso prévio de duas semanas).  Cansei.  Aprendi o que tinha que ter aprendido, chegou a hora de olhar para frente e para o futuro.  Durante muitos anos, tive medo de encarar o mercado de trabalho americano.  Encarei e não fiz feio.  Agora, quero voltar a estudar.  Fazer um segundo curso universitário e correr atrás de uma carreira que me faça intelectualmente feliz. A minha experiência no Wal-mart foi bastante interessante e produtiva.  Qualquer dia destes sento para contar todas as minhas aventuras no planeta Wally, mas quero ter tempo para processar tudo e colocar todos os pontos nos “is”, sem injustiça e influência do cansaço.

A semana passada, também recebi a notícia de que meu marido passará um ano na Coreia do Sul, o que nos pegou de surpresa.  Chorei, reclamei, mas parei para pensar…  se ele não tivesse recebido esta transferência para Coreia, seria enviado para o Afeganistão ou Iraque, por 4 meses,  junto com o esquadrão inteiro, em Maio do ano que vem.  Prefiro passar um ano longe do meu marido, tranquila; do que 4 meses com o coração na mão. Além do mais, a internet está aí para ser usada e abusada (e na Coreia, a velocidade de conexão disponível no mercado americano é coisa do passado… eles tem conexões super avançadas que colocam a banda-larga americana no chinelo, sem sombra de dúvidas).  Poderemos nos comunicar todos os dias.

Para completar as notícias.  A cerca de 3 semanas (mais ou menos) descobri que tenho pedras na vesícula. Começou com uma dorzinha aqui, outra dorzinha ali, uma azia acolá e tchanan!  Fui parar no pronto-socorro em uma sexta-feira e depois de algumas consultas, exames de sangue e um ultrassom (que foi essencial para descobrir o que estava acontecendo), descobri que sou uma mulher “empedrada”. RS  Ainda não marquei a cirurgia para retirar a vesícula, mas já tenho consulta marcada com o cirurgião.

Antes do ultrassom confirmar que eu tinha pedras na vesícula, fiquei super assustada.  Sempre fui super saudável (fora a alergia) e de repente, estas dores todas me deixaram com medo.  O meu médico conseguiu identificar o local das minhas dores em menos de 5 minutos, mas quando me perguntavam onde é que eu tinha dor, eu sempre respondia “everywhere”.  Agora, enquanto espero a minha consulta e cirurgia, estou bem… tomando dois remedinhos que me ajudam bastante e, o mais importante, em uma dieta super restrita.  Perdi 3 quilos em menos de 2 semanas.  Não posso comer: carne vermelha, frituras, tomate, cebola, alho, laranja (e tudo que é ácido demais), queijo, manteiga, margarina, maionese, molho de tomate, leite (e tudo o que tem leite), sucos de fruta, ovos, chocolate, café, etc; ou seja, estou vivendo a base de água, arroz e frango… RS  O que cuida do corpitcho e me mantém longe das dores da vesícula, mal-estar e náuses.

Enfim, em poucas semanas, muitas coisas aconteceram, mas no final das contas, estou bem e feliz.  Não a  nada como exergar o lado positivo das coisas… 😉

“Depois da tempestade…

Monday, September 21st, 2009

… sempre existe o arco-íris”; e algumas cores estão começando aparecer por aqui. 😉

Quase 5 meses depois… estou começando a entender melhor o ritmo de trabalho no Wally World. Deixei de querer apresentar a perfeição, para efetuar o possível e necessário. Aprendi a deixar os superiores falarem e baterem os pés. Eles gritam, eu ignoro e não me estresso. Eu sei… sempre idealizei o ambiente de trabalho perfeito e comparei a “perfeição” com a realidade (pensando melhor, comparei o que eu acredito ser “perfeição” com a realidade). A verdade é que na realidade, o buraco é mais embaixo. Não sei se agora exergo as coisas diferentes porque me sinto parte da “família” ou se parei de correr atrás do impossível. Uma coisa é verdade: todos somos peças de uma máquina muito maior do que imaginamos. Deixei de enxergar meus “superiores” como vilões. Os vilões mesmo, estão muito longe daqui. Entrei nesta loja em um momento muito complicado: mudança de store manager, reforma; uma bagunça. Juntos enfrentamos uma batalha e “de um certo modo” criamos laços de amizade e compreensão. Adquiri a confiança dos meus superiores e, hoje, trabalho confiante de que aconteça o que acontecer, estou fazendo o meu melhor e “os olhos superiores” tem certeza disto. Parei de me estressar e comecei a me divertir. Um conceito muito simples que eu deveria aplicar na minha vida em geral: “parar de me preocupar e viver”. A prefeição é impossível. A honestidade vive dentro de cada um de nós. Não posso exigir que todos sejam como eu e enfiar a cabeça em um buraco porque não vivo em um mundo melhor. O importante é viver, derrubar o muro e andar pra frente. 😉

P.S: Eu sei, estes meus discursos são chatérrimos… 😉

“Blue Angels”

Friday, September 18th, 2009

Em homenagem a um amigo “virtual” muito querido.

Tom, you will be truly missed.  Now, you can fly with the “angels”.

No meio da multidão

Tuesday, August 11th, 2009

Hey… olha eu aqui, no meio da multidão! 😉

Sumi do blog, mas não desapareci do mapa.  Tenho trabalhado bastante e aprendido mais ainda.  Há dias, em que tenho vontade de sentar e escrever tudo o que me irrita e me deixa abismada em meu trabalho, mas aí coloco a cabeça no travesseiro e chego a conclusão de que ninguém merece ficar ouvindo reclamação.  É o que diz aquele velho ditado: “os incomodados que se mudem”; e eu tenho que “mudar” ao invés de reclamar, reclamar e reclamar.  Então, um dia, quando os meus pés estiverem bem longe do “W gigante”, eu sento e escrevo.  Por enquanto, observo e continuo trabalhando.

Voltar a trabalhar, apesar do stress e da “decepção”, fez muito bem pra mim; reencontrei alguém que eu tinha perdido há 8 anos, reencontrei a Vanessa capaz de “fazer e acontecer”, a Vanessa capaz de trabalhar e ser mais do que somente mais um número na lista de funcionários, no meio da multidão.   Além de também, voltar a enxergar tudo o que a vida sempre me deu de bom… pais e avós maravilhosos, que sempre lutaram muito para que eu tivesse uma boa educação e uma boa vida; e quando eu digo educação, não me refiro somente a educação escolar, porque apesar de extremamente necessária, não é a mais importante; refiro-me principalmente a educação que vem de dentro de casa, ou melhor dizendo, de dentro de um lar, aquela que ensina um ser humano a SER humano, a respeitar o próximo, a ser educado, a ser honesto, a ser cidadão, a ser trabalhador, etc; tudo aquilo que todos os pais tem a obrigação de fazer, mas poucos tem a coragem, o pulso forte e a moral de tornar realidade.  Portanto, termino este post agradecendo meus pais ( É Dona Dilma! Essa é pra vocês, chama lá o Carlão para ler este post com você), por absolutamente TUDO o que me deram: do pão ao tapa na bunda. 😉  Tudo.

Obrigada, Mãe e Pai.  Obrigada por TUDO.  Suas noites mal dormidas, horas de trabalho, tapinhas na bunda, broncas, regras, amor e muito carinho não foram em vão; o Fá e eu não somos rei e rainha, mas somos tudo aquilo que um ser humano precisa ser: humanos e honestos.

Dizer “eu amo vocês” é muito pouco, porque o meu amor por vocês é milhões de vezes maior do que a expressão.  Obrigada!  Obrigada!  Obrigada!  Vocês foram, são e sempre serão os melhores pais do mundo; os melhores pais do meu mundo.