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Mais uma virada.

Wednesday, January 11th, 2012

2011 passou, 2012 chegou e este blog continua mais parado do que nunca. O importante é que 2011 foi um ano bom.  Na verdade, um ano bem melhor do que eu esperava. Em 2011 aprendi que a vida é muito mais do que as notícias ruins nos jornais noturnos… ou nas previsões loucas e negativas da nossa imaginação. Este papo de pensar positivo e agir positivo é muito mais poderoso e eficiente do que imaginamos.  Viver não é complicado… o ser-humano com o seu complexo de grandeza e importância singular é que torna a vida complicada. Aprendi a parar de me preocupar (ou a enganar a minha preocupação excessiva) e,  simplesmente, viver, um dia de cada vez, uma hora de cada vez, sem ficar pensando no amanhã, no por quê, no será e no “se”.  É óbvio… não deixei de ser quem sou, não passei a viver sem me preocupar com tudo e com todos, mas deixei de viver para me preocupar… e esse “deixar” revolucionou a minha vida. Sim, aprendi a controlar a minha ansiedade… com maestria.  Vitória!

Em 2011, maridon voltou para casa, depois de passar um ano na Coreia do Sul a trabalho. Neste meio tempo (de maio de 2010 à maio de 2011), o tempo passou sem eu pensar na horas… Senti saudade, mas sobrevivi… ou melhor dizendo, vivi. A saudade doeu, mas não feriu.  A preocupação existiu, mas não resistiu, a ansiedade deu as caras, mas enfiou o rabo entre as pernas e saiu de fininho. Passei na prova final.  Venci.  Vencemos.  As páginas viraram, o capítulo acabou, e a viagem longa para a Coreia ficou no passado.  Ponto final.  Bem assim… foi e pronto.

Em 2011, conheci pessoas lindas: pessoas que eu já conhecia no mundo virtual, mas não conhecia pessoalmente; e pessoas que moravam aqui, bem pertinho, em outra cidade.

2011 - Resumão

2011  foi o ano em que deixei de ser somente brasileira para definitivamente e oficialmente ser, também, americana.

Dei abraços longos e sentidos de “despedida” em MAIS amigos que fizeram as malas para morar em outro estado (um capítulo que começou em 2010 com a mudança de OUTROS amigos… em efeito dominó); assim como dei abraços longos, cheios de saudade em amigos e familiares que eu não via há muito tempo.

E depois de tantos abraços, batalhas, saudade; depois de tanta distância, fechei o ano com chave de ouro com uma visita maravilhosa ao Brasil. Pela primeira vez, voltei ao Brasil para visitar Sampa de passagem e, finalmente, conhecer a nova casa dos meus pais em Itanhaém, no litoral de São Paulo.  O ano passado, meus pais resolveram deixar a bagunça e histeria paulistana para viver em uma pequena cidade litorânea, em uma casa que fica a dois quarteirões do mar; uma pequena cidade onde as pessoas começam o dia com uma caminhada a beira da praia e terminam o dia conversando na varanda ao som das ondas do mar.

Enfim, que 2012 seja assim… um ano calmo, simples, com mudanças boas e tranquilo… cheio de paz e de esperança.

Chegou a hora…

Thursday, July 14th, 2011

Durante muito tempo (precisamente 6 anos) enrolei para decidir iniciar o processo de cidadania americana.  Para mim, o título de “cidadã americana” não mudaria muito o meu dia-a-dia, por isso não tinha muita importância. Entretanto, o meu lado cidadã da vida sempre quis ser mais do que simplesmente  ”residente legal”; eu sempre quis poder votar, escolher os representantes da minha cidade, do meu estado e do meu país.  Sim, do meu país, porque desde que mudei para os Estados Unidos, 10 anos atrás, sempre considerei este país “meu”, assim como o Brasil.  Sempre me preocupei com a saúde política, econômica e social da terra onde moro, onde pago impostos, ondo escrevo os capítulos da minha vida.  Sempre me ofendi com ataques morais e físicos, sempre chorei e sofri as tragédias nacionais, sempre torci pelos esportistas e sempre me emocionei nas cerimônias patrióticas. Assim… subconscientemente, sempre fui candidata a cidadania verdadeira… aquela que vem do coração e da razão.

Então, no ínico deste ano, decidi colocar os pingos nos “is” e depois de um processo simples, mas demorado de 4 meses, chegou a hora de assumir o meu amor e respeito a esta pátria.  Hoje, recebi a carta de agendamento da minha entrevista e teste cívico.  Em menos de 1 mês, o meu coração deixará de ser somente brasileiro para ser, oficialmente, também, americano. Nas próximas eleições, o meu sonho de votar para presidente deste país, será realizado.  Em menos de 1 mês, o meu dia-a-dia e a minha aparência física não irão mudar, o meu sotaque não vai desaparecer, o modo como algumas pessoas olham para mim não irá se transformar, mas o país onde escrevo grande parte da minha história será, oficialmente, meu.

flag

Curiosidade: O dia em que o meu Greencard definitivo foi aprovado.

Update – 13 Agosto de 2011: Dia 4 de Agosto, durante a manhã, passei no teste cívico e no teste de inglês (o teste de inglês é tão patético que deveria ser abolido). No mesmo dia, a tarde,  jurei a bandeira e recebi meu certificado de cidadania. Segunda-feira passada, dia 8, enviei o pedido do meu passaporte e, pronto, a imigração americana nunca mais será uma pedrinha no meu sapato (porque pedra mesmo, nunca foi, ainda bem!). ;)

Pause

Wednesday, March 9th, 2011

2011 está voando, mas estes poucos meses, antes da volta do maridon da Coreia, estão passando mais devagar do que os 8 meses anteriores. Provavelmente, por causa do inverno e da ansiedade.

Todos os dias, os dias ficam mais compridos, anunciando o início da Primavera, mas também, a imortalidade da minha ansiedade. Para algumas pessoas, um ano não é muito tempo, para outras uma eternidade, para mim, este “um ano”, a “personificação” da expressão standby. É como se alguém estivesse assistindo o filme da minha vida e, de repente, apertasse o botão “PAUSE”… e aí a coisa complica, porque volto a reviver a mesma cena de sempre: eu parada na calçada, esperando para atravessar a rua; e os carros cheios de pessoas, vidas e histórias, passando, sem deixar um espaçinho minúsculo para eu atravessar.

Não estou reclamando. Quem sou eu para reclamar de alguma coisa? Mas o ser humano é um bicho complicado… e quando pensa demais, sai de baixo!

Eu penso demais… sempre pensei demais… e na tentativa de pensar “de menos”, fico perdida, meio que tentando encontrar a ponta do novelo de lã, todo embaraçado.

Estou assim… procurando a ponta do novelo de lã, tentando pensar “de menos” e ocupando o meu tempo com o “fútil”, na tentativa de passar a perna na horas, até que maridon volte para casa e, finalmente, aperte o botão “PLAY”.

Feliz Ano Velho!

Sunday, January 2nd, 2011

2010 passou como um cometa, como eu queria. Outro dia, parei para pensar e percebi que o ano passado foi tão diferente para mim, que fiquei meio perdida no tempo. Quando maridon arrumou as malas e embarcou para a Coreia; parei de olhar no calendário e ignorei as horas. Os meses passaram, dezembro chegou, ele voltou para passar férias comigo e, em um piscar de olhos, as férias dele estão acabando e terei que encarar mais 4 meses de “solidão”.

O ano passado, para mim, começou em Maio… e do mesmo modo, o ano novo, só terá cara de novo, ar de novo e cheiro de novo, em Maio, quando ele voltar para ficar e tudo voltar ao normal.

Eu sei parece estranho para algumas pessoas; é estranho, mas para mim… é real, embora seja uma realidade bastante abstrata, no esforço de evitar o sofrimento.

Feliz 2011. Feliz Ano Velho.