Archive for the ‘Cartas limpas’ Category

O pesadêlo acabou.

Thursday, January 2nd, 2014

É mais um ano começou, cheio de esperança, muita energia e pensamentos positivos.  2013 ficou para trás, para a história, em um caderno amarelado… Na noite do dia 31 de dezembro de 2013, contei as horas, os minutos e os segundos para a chegada de 2014. 2014 será o ano dos pensamentos positivos e das realizações.  2013 foi um ano horrível para mim.  Sim, conquistei sonhos materiais, mas perdi a força que me deixava de pé diante das provações da vida, desci a montanha… chorei, perdi a esperança, não quis levantar do chão; mas levantei, e escalei a montanha e venci!!!  Não foi fácil… qualquer dia destes eu páro para falar mais sobre essa montanha, mas venci, e o mais importante, sempre tive meus amigos, família e, principalmente, marido, perto de mim, lutando por cada minuto, cada sorriso, cada vitória.

Para falar a verdade, não me lembro muito do que aconteceu o ano passado… lembro de algumas coisas, coisas que quero esquecer, mas me lembro claramente do dia em que me ajoelhei no tapete da minha sala, em completo desespero, e pedi com todas as forças e com toda a minha fé, que Deus me levantasse e abrisse os meus olhos para vida.  Meu marido estava lá, me abraçando e chorando comigo; e quando eu disse que queria desistir da luta, ele olhou diretamente nos meus olhos e disse: “Você é tudo para mim, o ar que eu respiro; se não lutar por você, lute por mim, lute pelo nosso amor.” E lutei.  Lutei. E comemoramos a meia-noite do dia 31 de dezembro de 2013 abraçados, declarando ao mundo: O PESADÊLO ACABOU!

Feliz 2014!!!! Que cada dia seja de sorrisos, amor, saúde e paz!  Feliz Vida!

P.S: Quero voltar a blogar, porque me faz bem…

Roller Coaster

Friday, May 17th, 2013

Pois bem… voltei a escrever, com motivo e necessidade.  Escrever é saudável, ocupa o nosso tempo, despeja os pensamentos, dá prazer intelectual. Enfim, voltei.  Entre o post passado e este, melhorei bastante. Estou me cuidando, estou lutando contra os pensamentos negativos e contra o medo… o pior mostrinho da ansiedade.  A batalha não é fácil, mas será vencida; ou melhor… foi vencida. Chega uma hora que você pára de pensar nos mil motivos pelos quais você sente solidão, tristeza, sei lá o quê… porque é mesmo inexplicável.  Chega uma hora que você pára de deixar o egoísmo dominar a sua mente e abre os olhos e enxerga as outras pessoas, as outras vidas… No meu caso, não posso reclamar de nada.  Minha vida nunca foi perfeita, como a vida de todo ser-humano, mas sempre vivi coisas boas e tive sorte.  O meu problema é ser emotiva demais…  eu me preocupo com tudo e com todos, sofro por tudo e por todos… Às vezes, gostaria de ser menos “ser” e mais “humana”.  No sentido de ser menos “sensível” e mais “normal”… aceitar que errar é aceitável, perfeição não é possível, controle é relativo e a vida é uma roller coaster.  Nunca fiz planos, sempre deixei a vida me levar… e não é agora que vou começar a planejar a vida., porque no final das contas, a vida não pode ser planejada… devemos viver um dia por vez e ponto final.

The Secret

Thursday, April 12th, 2007

Colocar as cartas na mesa nunca foi fácil… Meu sumiço repentino não foi por acaso, não foi por preguiça, não foi por desgraça… (graças a Deus). Desde Janeiro, tenho lutado contra um dinossauro enorme que habita minha cabeça há muito tempo… Um dinossauro que sempre esteve sobre controle, mas de repente, resolveu tomar vitaminas, bater os pés e dominar a minha vida. Um dinossauro chamado “depressão”…

Durante anos, tentei explicar esse sentimento sem-sentido e “cheio de razão” que sempre habitou os meus pensamentos e o meu coração, mas nunca encontrei explicação alguma para a nuvenzinha escura que insistia em me acompanhar… Ignorei, passei por cima, coloquei em uma caixa de sapatos embaixo da cama, mas meu esforço foi em vão. Um dia, a danada da depressão me puxou pelos cabelos, me deu uma rasteira e me derrubou… Um acontecimento banal e normal virou a minha vida de ponta cabeça. Eu me senti sozinha, sem forças, indefesa e fracassada. Chorei por horas e dias… não conseguia comer nada, passei noites em claro, horas no telefone, tardes no pronto socorro… O meu coração parecia que queria desistir… o meu corpo sentia a dor emocional e psicológica da maneira mais física e assustadora possível. Diagnóstico = Depressão + Crise de Ansiedade + Síndrome do Pânico.

Eu… do meu topo imaginário, caí… chorei, pedi ajuda. Hoje? Estou completando quase dois meses de terapia e acompanhamento médico. Voltei a sorrir e a gostar de mim. Voltei a abrir a porta e a parar de chorar por tudo… e por nada. Estou me reencontrando, firmando o pé no chão, respirando… Meu mundo parou de girar, as flores começaram a abrir; e eu voltei a ver e sentir o amor das pessoas que me rodeiam e que me amam.

Eu estava bem… vivendo, lutando, amando, crescendo; aí… de repente, da noite para o dia (literalmente) tropecei no rabo do dinossauro e não consegui levantar, sem antes abaixar a cabeça e pedir ajuda.

Por que? Por tudo… pelo mundo violento em que vivemos, pela guerra, pelo medo, pela falta de liberdade verdadeira, pela natureza, pela distância, pela saudade… Assim como uma parede, um muro, em que cada tijolo representa uma dor, um sentimento… um muro que foi crescendo e, um dia, me isolou da vida.

A cura? Amor… dos pais, do marido, dos amigos.

Minha missão, agora, é derrubar este muro… tijolo por tijolo, para que eu consiga, novamente, rever o pôr-do-sol.