Olhos verdes

2013 começou bem, embora o inverno tenha sido uma tortura.  Não sei porquê decidi fazer aulas de Biologia às 8 da manhã, então minhas terças e quintas foram bem geladas… um frio de rachar, para assistir uma aula chata p. caramba; porque o professor é um daqueles engraçadinhos chatos… Enfim, achei que iria amar o curso, mas não gostei.  Enfrentar o frio para assistir aquelas aulas chatas não foi fácil… Enfim, no final das contas, tive que sair da facul este semestre, depois que o monstrinho da depressão me deu uma rasteira… Frio, solidão, desânimo, stress e a perda do Snoopy, mudaram o ritmo e os meus planos para o começo do ano.  Meu pretão ficou muito doente e, embora tenhamos lutado bastante, os dois, juntos, tive que deixar ele ir embora, para parar de sofrer. Ele tinha câncer nos pulmões e na garaganta,  não tinha como ter esperança.  Minha prova de amor foi parar com o sofrimento dele e…  foi aí que tudo começou… o monstrinho da depressão chutou o pau da barraca e eu deci a ladeira…

Mas, hoje, eu não quero falar sobre o meu tombo, quero falar sobre um dos meus remédios… minha Bella, de Isabella. Durante um tempo, jurei para eu mesma que não queria mais chachorros…  Sofri demais, doeu demais… nem preciso explicar o quanto.  Sou assim, animal para mim é membro da família, e quando um vai embora.. doe demais; mas, enfim, quando o maridon voltou para casa, começamos a conversar sobre adotar um outro cachorro, quando eu estivesse preparada.  Aí, um dia, voltando da base, vi um cartaz sobre filhotes de labrador, gratuitos.  Paramos, anotamos o telefone, ligamos e deixamos recado no voicemail da pessoa.  Quando estávamos chegando em casa, o telefone tocou, e resolvemos dar meia-volta e ver os filhotes.  Foi paixão a primeira vista.  Uns 8/9 filhotes de labrador, pretos e chocolates, todos pulando, brincando, correndo… a filha da dona dos filhotes, pegou uma menina chocolate e, depois de pensar mil vezes, em 2 minutos, sentei na grama, peguei ela no colo e suspirei no ouvido dela: “É você que vai curar meu coração não é?”…  O maridon já estava babando… voltamos p casa com os olhinhos verdes que responderam “sim”; e desde então, ela tem alegrado a nossa casa com graçinhas que só um fihote de labrador pode fazer.  Em 3 semanas, triplicou de tamanho, aprendeu a pedir para ir ao banheiro lá fora (na primeira semana!), aprendeu a sentar p ganhar biscoitinhos e aprendeu a amar a nossa família de dois humanos, 3 gatos e uma arara.  A Pitanga aprendeu a chamar “Bella!”, os gatos ainda estão desconfiados, mas a minha Bella conquistou o coração de todos.

Bem vinda, Bella… meus olhinhos verdes…

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P.S: A estátua do labrador preto é um presente de uma amiga muito especial.  A lembrança de que o meu pretão está sempre nos nossos corações. (Pssssst… podem me chamar de louca, mas acredito que eles tenham sido amigos, antes do nosso Criador enviar a Bella para nossa casa.) 😉

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