Archive for July, 2009

Interessante…

Sunday, July 26th, 2009

… bastante interessante.

MEU:

mypoliticalcompass

DELES:

politicalcompassex

E o seu?

Metade vazio

Monday, July 13th, 2009

Depois de mais algumas semanas de trabalho, posso afirmar que o que faz qualquer trabalho no Walmart da minha cidade, cansativo e estressante não são as regras da empresa cheia de detalhes “espertinhos”, os consumidores mal informados (e, infelizmente, muitas vezes mal educados) e nem mesmo o dia-a-dia de correria; trabalhar no “Circo” é cansativo, porque apesar do nome e do tamanho da empresa,  o circo de cidade é sinônimo de desorganização.  Não é preciso fazer parte da equipe de gerência da loja para perceber que grande parte da correria do dia-a-dia é criada pela falta de organização e comunicação entre as pessoas.  Fulano diz X,  Sicrano diz A e Beltrano diz N.  Eu até entendo a idéia de que cada funcionário é responsável por sua função e, deste modo, deveria saber o que fazer, sem ser “guiado” ou “mandado” por ninguém, mas em uma loja como um supercenter, com cerca de 30 (ou mais) departamentos diferentes, este conceito de individualidade não funciona .  Parece “cheesy” mas aquele papo “um por todos e todos por um” deveria ser básico em qualquer negócio. Não?  Sim… mas na loja em que trabalho, isto não existe.  As reuniões acontecem, planos são traçados, problemas discutidos, idéias “implantadas”,  mas os resultados são sempre mínimos.  Por quê?  Porque no dia-a-dia, cada um faz o que quer, sem se importar com a empresa, mas sim com o seu “status” na rodinha,  a fofoca do dia, a hora do almoço, o horário de ir embora, o fim de semana; e assim por diante. Noventa por cento dos funcionários pensa pequeno, ouve quieto, engole seco, reclama aos 4 ventos e não faz nada.  Fulano quer as bolas vermelhas na frente,  Sicrano quer as bolas vermelhas atrás e Beltrano… Beltrano quer que as bolas todas saiam rolando e Fulamo e Sicrano tropecem e quebrem a perna.

Eu sei, sou chata… sou perfeccionista, metódica, politicamente correta (e por isso mesmo ridiculamente CHATA e implicante), mas ninguém come sorvete, se alguém deixar o pote fora do congelador, certo? No meu modo de ver a vida (e os negócios) não existe “mais ou menos”,  ou é mais ou é nada. Lavar metade de uma camiseta, não vai tirar o cheiro de suor e a sujeira da outra metade.

Por aqui o papo é sempre o mesmo… e as desculpas infinitas.  Ninguém faz nada certo.  Existe sempre uma sujeirinha embaixo do tapete; o que importa é o salário (miserável) no banco.  Ninguém está feliz com o emprego, mas ninguém faz nada para melhorar a situação.  Há alguns dias atrás, ouvi uma funcionária que trabalha nesta loja por 2 anos, dizer: “Você se preocupa muito com o que os outros (outros = gerentes) dizem.  Isso aqui é somente um trabalho (trabalho = ocupação sem valor).  Isso aqui não é o meu futuro.”; ou seja, amanhã, eu serei padre, e pregarei a palavra de Jesus, mas hoje eu posso roubar aquele pai de família e atirar naquele adolecente, porque isto aqui não é o meu futuro. (!!!)

Dá para entender?  Estou tentando…. Enquanto isso, estou aprendendo sobre o andamento da empresa; e tentando entender a cabeça dos funcionários e a bola de neve que nunca derrete, porque a neve é fake.

P.S:  Em alguns meses, se meus planos derem certo, irei deixar de tentar entender a cabeça pessoas, para estudá-las.  Um segundo curso universitário é a minha solução. 😉  Depois, conto mais.

Novo Velho

Friday, July 10th, 2009

Hmmm… fiz a atualização para o WordPress “novo” (não tão novo assim, faz tempo que eu precisava atualizar).  Quer saber?  Eu gostava mais do antigo.  Anyway, preciso ir me arrumar para o trampo. 😉

O Maravilhoso Mundo de Wally – Parte 1

Wednesday, July 1st, 2009

Prometi escrever sobre meu trabalho há algumas semanas atrás. Entretanto, não escrevi ainda, porque tenho tanta coisa para contar, que nem sei por onde começar. Então, decidi “itemizar” tudo, escrever aos pouquinhos, para você me entender melhor; e eu me enrolar menos:

1. Trabalhar no Walmart não é tão fácil quanto parece ser (ou tão fácil quanto assumimos ser). Qualquer trabalho dentro de uma das lojas da rede americana, é pesado e corrido. É como uma peça de teatro que não acaba nunca. Cada um com sua função, correndo contra o tempo e os obstáculos. Receber produtos, estocar, colocar nas prateleiras da loja, conferir preços, remarcar preços, arrumar, limpar, recomeçar… A correria é contínua. Você “bate-cartão” e começa a fazer parte do show no primeiro segundo. É só sair pela portas do “backroom” e algum cliente já te pára para perguntar onde encontrar “pasta de dentes”. Sim, porque todo e qualquer cliente assume (e exige) que toda e qualquer pessoa que trabalhe na loja saiba onde encontrar todos os produtos possíveis e imagináveis. Por exemplo: eu trabalho no departamento de roupas (mais especificamente, no departamento de roupas masculinas); não é raro que algum cliente me pare e pergunte: Por favor, você sabe onde posso encontrar spray para matar baratas?”. Ah… Eu, do outro lado da loja, dobrando camisetas, remarcando preços de camisas, arrumando prateleiras de calças; tenho a obrigação de saber onde é que o senhor consumidor, sempre number one, encontrará spray para matar baratas? Não seria mais fácil perguntar para alguém que trabalha no departamento de produtos químicos? Ou produtos de limpeza? Ou, até mesmo, algum associado que esteja andando do outro lado da loja, que não seja de área de roupas e sapatos? Não! Eu pergunto para você, porque você tem um crachazinho… e aí, com o sorriso Colgate mais falso do mundo, eu respondo: “Sim, senhor. O senhor encontrará spray para matar baratas do outro lado da loja, na área de produtos de limpeza.”. E respondo porque  trabalho ali e sei cada detalhezinho da loja? Não. Respondo, porque além de associada do Walmart, nas horas vagas, sou consumidora e… em qualquer rede de supermercados, encontraria spray de matar baratas (tchanan!) na área de produtos de limpeza ou arredores…

Portanto, se você trabalhar no Walmart, não se assuste se algum consumidor perguntar para a associada que vende peixe, onde encontrar “Sempre Livre”. As perguntas começam no seu primeiro segundo de trabalho e terminam 5 ou 8 horas depois; quando você está com a sua bolsa, sem crachá, no estacionamento da loja.

UPDATE: ” Minha “observação” (pq nem chega a ser reclamação, estou lá p/ trabalhar, não?) é que algumas pessoas são meio que acomodadas mesmo.  Eu não fico com “birra” de ter que dar trocentas informações, afinal a principal razão pela qual resolvi aceitar este emprego foi justamente a oportunidade de interagir com as pessoas; eu só fico admirada de ver como algumas pessoas são acomodadas, querem tudo na mão e na hora, naquele segundo.  Felizmente, a maioria dos clientes é bem educada e agradece a sua “ajuda/trabalho”, mas há também aqueles que perguntam as coisas para você com uma entonação de voz e expressão corporal nada agradáveis.  Anyway, todo e qualquer trabalho tem os seus pós e contras.

— Observação retirada dos meus comentários em resposta ao comentário do Mauro Chatoviski *hehehe*(ambos podem ser lidos nos comentários do post); só para todos entenderem o meu ponto de vista direitinho, ok?