Mais uma virada.

2011 passou, 2012 chegou e este blog continua mais parado do que nunca. O importante é que 2011 foi um ano bom.  Na verdade, um ano bem melhor do que eu esperava. Em 2011 aprendi que a vida é muito mais do que as notícias ruins nos jornais noturnos… ou nas previsões loucas e negativas da nossa imaginação. Este papo de pensar positivo e agir positivo é muito mais poderoso e eficiente do que imaginamos.  Viver não é complicado… o ser-humano com o seu complexo de grandeza e importância singular é que torna a vida complicada. Aprendi a parar de me preocupar (ou a enganar a minha preocupação excessiva) e,  simplesmente, viver, um dia de cada vez, uma hora de cada vez, sem ficar pensando no amanhã, no por quê, no será e no “se”.  É óbvio… não deixei de ser quem sou, não passei a viver sem me preocupar com tudo e com todos, mas deixei de viver para me preocupar… e esse “deixar” revolucionou a minha vida. Sim, aprendi a controlar a minha ansiedade… com maestria.  Vitória!

Em 2011, maridon voltou para casa, depois de passar um ano na Coreia do Sul a trabalho. Neste meio tempo (de maio de 2010 à maio de 2011), o tempo passou sem eu pensar na horas… Senti saudade, mas sobrevivi… ou melhor dizendo, vivi. A saudade doeu, mas não feriu.  A preocupação existiu, mas não resistiu, a ansiedade deu as caras, mas enfiou o rabo entre as pernas e saiu de fininho. Passei na prova final.  Venci.  Vencemos.  As páginas viraram, o capítulo acabou, e a viagem longa para a Coreia ficou no passado.  Ponto final.  Bem assim… foi e pronto.

Em 2011, conheci pessoas lindas: pessoas que eu já conhecia no mundo virtual, mas não conhecia pessoalmente; e pessoas que moravam aqui, bem pertinho, em outra cidade.

2011 - Resumão

2011  foi o ano em que deixei de ser somente brasileira para definitivamente e oficialmente ser, também, americana.

Dei abraços longos e sentidos de “despedida” em MAIS amigos que fizeram as malas para morar em outro estado (um capítulo que começou em 2010 com a mudança de OUTROS amigos… em efeito dominó); assim como dei abraços longos, cheios de saudade em amigos e familiares que eu não via há muito tempo.

E depois de tantos abraços, batalhas, saudade; depois de tanta distância, fechei o ano com chave de ouro com uma visita maravilhosa ao Brasil. Pela primeira vez, voltei ao Brasil para visitar Sampa de passagem e, finalmente, conhecer a nova casa dos meus pais em Itanhaém, no litoral de São Paulo.  O ano passado, meus pais resolveram deixar a bagunça e histeria paulistana para viver em uma pequena cidade litorânea, em uma casa que fica a dois quarteirões do mar; uma pequena cidade onde as pessoas começam o dia com uma caminhada a beira da praia e terminam o dia conversando na varanda ao som das ondas do mar.

Enfim, que 2012 seja assim… um ano calmo, simples, com mudanças boas e tranquilo… cheio de paz e de esperança.

You will never go back.

Primeiro foi o iPod Classic… depois o iPod Touch, o iPad… e agora, tomei coragem e troquei o famoso e clássico PC pelo Mac. Sábado passado, maridon me surprendeu com a realização de mais um dos meus sonhos geeks.; ganhei um Mac Book Air. :)

Meu novo amiguinho é o o Mac Book Air de 13 polegadas com 128 GB de memória flash.

Rumor-Apple-Announcing-MacBook-Air-Refresh-Today

As primeiras impressões?

Por que é que demorei tanto tempo para fazer esta mudança? A diferença de velocidade e praticidade é gritante. Reconheço e admiro a história do Windows no mercado de computadores, mas o sistema operacional da Apple é um sonho… rápido, intuitivo, inteligente, leve, limpo, novo… Ah…I am in love. ;)

É claro que ainda estou me acostumando com as diferenças de nomenclatura e de sistema, mas estou amando. Aí você me pergunta: “Mas é assim mesmo? Um mar de rosas?”. Eu respondo: “Quase”. Uma das coisas que eu mudaria no Mac é a configuração do teclado. O esqueminha para os acentos da Língua Portuguesa, por exemplo, é super diferente do que estamos acostumados no Windows, mas a nova versão Lion do iOS facilita bastante. Além disso, descobri que em programas como o Wordpress, por exemplo, o esquema de acentuação do pc ainda funciona igualzinho ao Windows (que surpresa boa). O resto? Não tem o que mudar… é tudo inteligente e moderno demais. Você clica no iTunes, por exemplo, o programa pula na sua frente em meio segundo, rodando perfeitamente, 100%, como se estivesse aberto o dia inteiro. Ligar e desligar o laptop é como respirar… segundos. Outra coisa muito legal, o corretor ortográfico funciona em qualquer programa que está sendo usado no Mac; e reconhece, automaticamente, o idioma que você está usando; entre outras dezenas de coisas que te deixam de boca aberta (o zoom in e zoom out com gestos no mouse, a troca de páginas e programas passando os dedos no mouse, etc). Tudo vapt-vupt, o sonho de qualquer pessoa que ama computadores.

Para completar a festa, comprei o Magic Mouse. ;) A diferença entre um mouse normal e o magic mouse? Nem tem por onde começar… Tudo! Só usando ou assistindo o vídeo para perceber a diferença.

Enfim, troquei e estou feliz. É claro que vou manter o meu laptop com o Windows, para ficar atualizada nos dois sistemas e usá-lo quando extremamente necessário; mas estou me desfazendo do meu Desktop e Netbook (nem preciso de tantos computadores assim). No futuro, se eu voltar a comprar um Desktop, será um Mac, com certeza. Experimente, você vai amar. Como uma amiga disse no Facebook: “Once you get a Mac you will never go back”. ;)

P.S: Eu ainda não parei para conferir, no papel, a diferença do peso entre o Mac e o iPad (o meu iPad é da primeira geração), mas tenho a impressão que o laptop é mais leve que o iPad ou, no mínimo, o mesmo peso ;) . Anyway, depois volto com mais detalhes e impressões. :)

Update – 30 de setembro: Depois de mais alguns dias de uso, percebi que a configuração de teclado está funcionando com os acentos, como em um pc, em todos os programas. O que que eu fiz? Não sei. Desconfio que o sistema tenha reconhecido o meu idioma de preferência para teclado, sozinho. O que eu sei é que nos primeiros dias, tentei teclar os acentos como sempre teclei e tive problemas… pesquisei e vi que o Mac era diferente (option+whatever), mas que o Lion tinha a tal da janelinha de ajuda… configurei a janelinha de ajuda, usei e, hoje, me dei conta de que estava teclando normalmente (assim mesmo… de repente), sem janelinha, sem option, sem números, sem diferença nenhuma do que sempre fiz desde que aprendi a digitar “trocentos” anos atrás. :) Sei lá…

Remember

Enquanto a inspiração para escrever continua perdida por aí. Deixo aqui uma das minhas músicas favoritas de Josh Groban, uma das vozes mais lindas que já ouvi. E ao mesmo tempo, testo este mini flash player para um amiga. ;) Enjoy!

P.S: Qualquer dia destes volto para escrever um post sobre o show de Josh Groban que assisti no mês de Junho deste ano.

Chegou a hora…

Durante muito tempo (precisamente 6 anos) enrolei para decidir iniciar o processo de cidadania americana.  Para mim, o título de “cidadã americana” não mudaria muito o meu dia-a-dia, por isso não tinha muita importância. Entretanto, o meu lado cidadã da vida sempre quis ser mais do que simplesmente  ”residente legal”; eu sempre quis poder votar, escolher os representantes da minha cidade, do meu estado e do meu país.  Sim, do meu país, porque desde que mudei para os Estados Unidos, 10 anos atrás, sempre considerei este país “meu”, assim como o Brasil.  Sempre me preocupei com a saúde política, econômica e social da terra onde moro, onde pago impostos, ondo escrevo os capítulos da minha vida.  Sempre me ofendi com ataques morais e físicos, sempre chorei e sofri as tragédias nacionais, sempre torci pelos esportistas e sempre me emocionei nas cerimônias patrióticas. Assim… subconscientemente, sempre fui candidata a cidadania verdadeira… aquela que vem do coração e da razão.

Então, no ínico deste ano, decidi colocar os pingos nos “is” e depois de um processo simples, mas demorado de 4 meses, chegou a hora de assumir o meu amor e respeito a esta pátria.  Hoje, recebi a carta de agendamento da minha entrevista e teste cívico.  Em menos de 1 mês, o meu coração deixará de ser somente brasileiro para ser, oficialmente, também, americano. Nas próximas eleições, o meu sonho de votar para presidente deste país, será realizado.  Em menos de 1 mês, o meu dia-a-dia e a minha aparência física não irão mudar, o meu sotaque não vai desaparecer, o modo como algumas pessoas olham para mim não irá se transformar, mas o país onde escrevo grande parte da minha história será, oficialmente, meu.

flag

Curiosidade: O dia em que o meu Greencard definitivo foi aprovado.

Update – 13 Agosto de 2011: Dia 4 de Agosto, durante a manhã, passei no teste cívico e no teste de inglês (o teste de inglês é tão patético que deveria ser abolido). No mesmo dia, a tarde,  jurei a bandeira e recebi meu certificado de cidadania. Segunda-feira passada, dia 8, enviei o pedido do meu passaporte e, pronto, a imigração americana nunca mais será uma pedrinha no meu sapato (porque pedra mesmo, nunca foi, ainda bem!). ;)